Assim como grande parte dos municípios do país, a cidade de Brasília de Minas tem passado por muitas dificuldades devido ao atraso no repasse da verba do Governo Estadual para a saúde. De acordo com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (COSEMS/MG), até o final de dezembro do ano passado, o valor da dívida somente com o município já estava em R$14.170.264,71, ou seja, quase 15 milhões, sendo que as pendências dos quatro primeiros meses de 2018, ainda não constam neste levantamento.

Para se ter uma ideia do quanto a prefeitura tem conseguido administrar este desafio, somente com a folha de pagamento dos profissionais da área da saúde, o município paga mensalmente mais de meio milhão de reais, e mesmo assim, os atendimentos entre especialidades médicas e exames realizados na cidade aumentaram mais de 40% de 2016 para 2017, saindo de 5.755, para 8.091. Já nos gastos com tratamento fora de domicílio (TFD) foram quase 50%: 100.871,94 em 2016, para 146.797,30 em 2017.

Segundo a tabela divulgada pelo Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde, Brasília de Minas é o município que mais investe em saúde dentre as 16 cidades da microrregião. Após regionalização, o Hospital Municipal Senhora Santana se tornou referência para atendimentos de Urgência e Emergência, e mesmo sem o repasse financeiro continua atendendo os pacientes de cerca de 40 municípios da região.

Este dado só reforça o compromisso e a preocupação da gestão com a saúde local. Para tentar diminuir os impactos desta falta de verba no setor, os gestores municipais têm feito constantes reuniões em Brasília e Belo Horizonte em busca de apoio dos deputados para a destinação de emendas parlamentares que ajudarão diretamente à população.

 

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